Igreja e Estado: o caso John MacArthur x Governo da Califórnia

O pastor John MacArthur está desafiando as ordens de quarentena do Estado da Califórnia. A igreja, que inicialmente seguiu todas as regras, deveria permanecer ainda mais tempo fechada durante a pandemia do vírus chinês, segundo os decretos locais. Em entrevista a Billy Hallowell, o pastor afirmou o seguinte: “Eu estou nesse lugar há 50 anos. Essa igreja (Grace Community Church em Sun Valley) tem 63 anos e nunca antes recebeu ordens do governo para fechar. Então, quando chegaram aqui com esse mandato, foi algo tão raro e estranho que nós escutamos e obedecemos.” Disse ainda que “essa não é a América que eu conheço […] é apenas uma realidade bizarra.”

DON’T TREAD ON US !

Ele afirmou que devido às previsões alarmantes, qualquer pessoa com bom senso faria uma pausa para analisar melhor a questão e garantir a segurança de todos. Então a igreja começou a transmitir suas atividades pela internet. MacArthur alegou que os políticos e demais envolvidos na promoção do lockdown perceberam que suas previsões não se concretizavam: “O número de mortos na Califórnia foi 8500. Metade eram pessoas com mais de 80 anos e que tinha comorbidades.” Isso corresponde a 0,02% da população estadual. O pastor continuou: “Me parece que 99,98% das pessoas estão bem o suficiente para frequentarem a igreja. E as pessoas estão implorando para reabrir as igrejas (buscando conforto) por causa do medo – e claro que a igreja é o centro da vida daqueles que amam ao Senhor.” Quando a igreja reabriu, cerca de 3000 pessoas compareceram na primeira semana e 6000 na segunda. Apesar das ameaças do governo, MacArthur não mudou de idéia. O pastor falou que o governo tem certa autoridade concedida por Deus, mas essa autoridade tem limites e não tem poder quanto aos assuntos que dizem respeito ao Reino de Deus.

Enquanto algumas pessoas têm criticado o fato de que a igreja violou ordens governamentais e permitiu aglomeração, outros debatem a questão de até onde o governo pode interferir na vida dos indivíduos. MacArthur acredita que o governador Gavin Newsom (Partido Democrata) não tem autoridade para definir igrejas como “não-essenciais”. Nas palavras do pastor, o que está acontecendo é uma “discriminação intencional contra o cristianismo bíblico e a igreja” e fez a seguinte declaração: “O governador disse que igrejas não são essenciais. Algumas coisas são essenciais: lojas de bebidas, clínicas de aborto …  mas as igrejas não. Com base na Constituição, o governador não tem autoridade para dizer o que é essencial. Ele não tem autoridade constitucional para dizer que a igreja não é essencial.” O caso foi parar na Justiça.

No sermão do dia 09 de agosto, antes da decisão do juiz, o pastor chamou o culto de “protesto pacífico”. Disse que “com base na Palavra de Deus, essa igreja é pró-vida, pró-família, pró-lei e ordem e pró-Igreja do Senhor Jesus Cristo” e pregou sobre 1 Coríntios 1, que diz “ a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria dos homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que a força dos homens.”.Alguns trechos da pregação foram destaque na impresa, tais como:

“Nós estamos aqui por que obedecemos a Deus e por que Ele nos deu ordens, não de uma forma esotérica e pessoal, através de visões e sonhos ou vozes do Céu, mas através da Bíblia. A Grace Community Church é definida por seu compromisso com as Santas Escrituras. Para o verdadeiro cristão, a Bíblia é o maior tesouro.[…] Se esse púlpito não fosse lugar de proclamar a Palavra de Deus, esse lugar começaria a esvaziar. É por isso que vocês estão aqui, está claro para mim que vocês amam a Palavra de Deus, por isso estão aqui.[…] Nós não estamos espalhando nada mais do que o Evangelho”.

Donald Trump encarregou uma de suas advogadas e conselheiras de campanha, Jenna Ellis, de se juntar aos advogados da igreja e cuidar do caso. Enquanto o governo estadual tentava impor uma ordem de restrição para forçar o pastor a parar com os cultos presencias – e principalmente com os louvores durante os cultos, o juiz James Chalfant, da Suprema Corte de Los Angeles, concordou com MacArthur que a igreja está constitucionalmente protegida pelo direito de livre expressão religiosa.  De acordo com Ellis, essa foi uma vitória histórica. Ela postou no Twitter: “ a primeira Corte da Califórnia a reconhecer que #Igrejaéessencial.” Ela disse ainda que a Grace Community está “ao lado da lei contra a tirania sem limites daqueles que estão desafiando o juramento que fizeram ao assumir seus cargos definidos pela Constituição para preservar e proteger o direito da livre expressão religiosa.”

Os advogados da igreja argumentaram que as restrições impostas pelo Estado não tinham fundamento e não eram razoáveis. A igreja também concordou em manter certa distância entre os membros e fazê-los usar máscaras até que tudo seja resolvido. A audição final para resolver esse caso será no dia 4 de setembro, pois até aqui apenas foi decidido que MacArthur estava certo quanto ao governo estadual não poder definir o que é ou não essencial, ou seja, o caso é federal agora. Os advogados também destacaram que não houve ordem de restrição contra os grupos que organizaram manifestações recentemente contra “brutalidade policial e racismo”, tais como Antifa e Black Lives Matters, que promoveram não apenas aglomerações, mas também roubos e depredação de patrimônio público e privado.

John MacArthur declarou:  “Estou bastante grato que a Corte permitiu nossas reuniões e nas próximas semanas estaremos felizes em respeitar as exigências que o juiz fez para que possamos nos encontrar. A reivindicação é de que a igreja possa permanecer aberta e servindo as pessoas. Isso também nos dá a oportunidade de mostrar que não estamos tentando mostrar rebeldia nem loucura, mas vamos ser firmes em defender nossa igreja de restrições inconstitucionais e sem sentido.”  

“Nós preferimos obedecer a Deus do que aos homens. Nós seremos fiéis ao Senhor Deus e deixaremos os resultados para Ele. O que quer que aconteça, será o que Ele permitiu acontecer. Mas Ele estará ao nosso lado por que nós vamos ser obedientes e fiéis à sua Palavra. Não vamos nos ajoelhar perante César. O Senhor Jesus Cristo é o nosso Rei.”

Já fiz resenha de um livro do Rev. John MacArthur: Apologética 02 – Por que crer na Bíblia?

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MATÉRIAS ORIGINAIS:

https://www.christianpost.com/news/not-the-america-ive-known-pastor-john-macarthur-doubles-down-on-covid-19-defiance-238361/

https://www.christianpost.com/news/john-macarthurs-church-can-worship-sunday-with-singing-no-attendance-cap-judge.html

https://www.christianpost.com/news/john-macarthur-sunday-service-welcome-to-the-peaceful-protest-preaches-on-obedience-to-scripture.html

9 comentários em “Igreja e Estado: o caso John MacArthur x Governo da Califórnia

  1. Sam você nasceu pra brilhar como escritora analista crítica ( existe isso mesmo?! Kkkk)
    Me fala como você se intitula!
    Sou burrinha nas te amo e te desejo grandes Bênçãos da parte do SOBERANO SENHOR da VIDA!
    Tia Prima Dudu!

    Curtido por 1 pessoa

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